Publicada em por Laiany Alves em Geral

Gestores de outros Estados dão respaldo ao modelo de gestão hospitalar do Tocantins

Gestores de diversos Estados e municípios do país que participaram nesta terça-feira, 20, do simpósio de “Modelos de Parcerias no Gerenciamento de Serviços Públicos de Saúde”, deram respaldo ao modelo de gerenciamento das Unidades Hospitalares por meio das OSs – Organizações Sociais, adotado no Estado. Para a prefeita de Cubatão-SP, Márcia Rosa de Mendonça Silva, é impossível trabalhar com saúde utilizando o modelo tradicional de gestão. “A saúde demanda tempos de organização muito dinâmicos que o modelo de gestão pública tradicional não comporta. As parceiras público-privadas trazem agilidade, inovação e desburocratização ao setor da saúde. Hoje em Cubatão temos o melhor hospital municipal do país, com 12 leitos de UTI, graças à parceira público-privada que temos”, ressaltou a prefeita.

Outro exemplo de sucesso é o Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, de São Paulo, administrado por meio da parceira com o Hospital Sírio Libanês, que propicia com um menor orçamento mais produtividade e melhor satisfação, como explicou o superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, Dr. Gonzalo Vecina Neto. “Todo o sistema de saúde tem problemas de financiamento, de modelo assistencial e de gestão. As parcerias com o setor privado são uma solução que trará sustentabilidade ao sistema. Todo o sistema trabalha com o setor privado, o que diferencia este modelo e a forma de contratação”, disse Dr. Gonzalo. O Estado de São Paulo tem hoje 37 unidades sendo administradas por OSs.

Esta busca pela melhoria dos serviços prestados à população é o principal objetivo para esta mudança no setor da saúde do Estado, que segundo o secretário de Planejamento e Modernização da Gestão Pública do Tocantins, Eduardo Siqueira Campos, é apontada em todas as pesquisas qualitativas como o principal problema a ser solucionado. “A população clama por uma solução, o SUS trouxe grandes avanços e problemas, principalmente na gestão hospitalar, que devem ser resolvidos. Estamos falando de reformulação, da reforma do sistema saúde do Tocantins, sem desrespeitar o ordenamento jurídico deste país”, disse o secretário.

A CMB – Confederação das Santas Casas da Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas veio para o Estado com a missão de ajudar nesta reformulação que de acordo com o presidente da CMB, Dr. José Reinaldo Nogueira, devem se sustentar em eixos de legitimidade. “O setor público tem que aprender a contratar levando em conta a qualidade, eficiência, transparência e parceiras que irão legitimar este processo”, afirmou.

Estados

No período da tarde foram apresentados os modelos de gestão de Estados que pretendem adotar o sistema das OSs. O Paraná é um dos Estados que estão em processo e já em novembro será enviada à Assembléia Legislativa estadual a minuta de Lei das OSs. Já no Ceará será construído o Hospital da Copa, com 560 leitos, através de parceria público-privado no Estado.

Tocantins

O modelo de gestão por OSs iniciou-se no dia 1º de setembro, proporcionando já nos primeiros dias agilidade nos atendimentos à população. Exemplo disso foram as cinco cirurgias neurológicas realizadas no HGP – Hospital Geral de Palmas. Para o secretário estadual de Saúde do Tocantins, Arnaldo Alves Nunes, esta é a nova era para a saúde do Tocantins. “Temos grandes desafios que são garantir acesso amplo ao sistema, melhorar a qualidade, humanizar o atendimento e dar cobertura integral, tudo isso com um sistema moderno e inovador que prestará os melhores serviços à nossa população”.

O secretário disse ainda que o Governo do Estado está fortalecendo o poder público e que “agora vamos realizar nosso verdadeiro papel, que é ser gestores do sistema, priorizar as necessidades, definir políticas de saúde, controlar e fiscalizar este modelo que será sustentável a médio e longo prazo”. No projeto do Tocantins ficaram estabelecidas como metas o atendimento adequado ao usuário, ampliação do atendimento assistencial, padrão de qualidade, garantia da operacionalização da rede, obras de reformas e investimentos e a otimização dos gastos em saúde.

Um avanço já iniciado no HGP é o processo de informatização, com digitalização de prontuários e demais serviços. A ideia é transformar o HGP em um hospital sem papel.